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ESTRELINHA, O DEMÔNIO LAGARTO



Já era fim de tarde quando aquelas lavadeiras à beira do rio Carangola paravam com a cantoria, e já se preparavam para retornarem para as suas palhoças. E com suas bacias cheias de roupa, além das próprias roupas que vestiam estarem todas ensopadas, elas se despedem de Galega, a única que prefere ficar por ali, devido ao acúmulo de roupas que a mesma havia juntado. As amigas se espantam e também a advertem que já estava escurecendo, e que não só algum bicho do mato, mas também por ser Quaresma, como a crendice daquele lugarejo acreditava, alguma assombração ou algo parecido, poderia surgir e atacá-la.

Mas trabalhadeira e rústica como era, Galega que nem católica mais era, esta debochava da crendice das amigas e demonstrando total desdém, desfaz de sua antiga religião e exalta o pastor de sua igrejinha que em muitas de suas pregações, também condenava os folclores e as crendices populares locais. As amigas vendo a convicção de Galega, não vêem outro jeito a não ser deixá-la ali sozinha com suas roupas à beira daquele rio amarelo que devido a escuridão que já tomava aquela mata, se enegrecia e já se permitia refletir a imensa lua cheia que já despontava naquele céu sertanejo. 'A saia da Carolina tem um 'largato' pintado/ A saia da Carolina tem um 'largato' pintado...sim Carolina ô-i-ô-ai/sim Carolina ô-ai meu bem...Debruçada com suas ancas avantajadas, aquela jovem tabaroa cantava sozinha essa música que lhe fora ensinada por sua avó descendente direta de
portugueses.

Mas agora ela cantarolava num tom mais baixo e tímido, devido a solidão ou por um certo e ligeiro medo que já começava a lhe tomar. Até que sua cantoria é interrompida por uma moita que começa a se mexer. E assim, Galega logo se espanta, e ao parar de lavar suas roupas, olha ao redor para ver quem ou 'o que' era. Mas para sua surpresa e até graça, ela vê que se tratava de um lagarto que a observava de cima de uma 'laje de pedra' próxima dali. -Ô uai...é só um 'largatinho', sô...vem cá pra eu te levar pra panela, bitelo, vem...ha ha ha! Ela brinca, mais aliviada, e assim torna a lavar suas roupas em seguida. Mas ao fazer isso, ela é surprendida pela mão negra de alguém que tampa a sua boca, a agarra e começa a buliná-la.

Galega ainda tenta lutar e se desvencilhar, mas o misterioso indivíduo é mais forte, e após certo tempo se mantendo a cheirar e beijar o cangote daquela galega, ele debruça a mesma, colocando-a de cara contra o banco de areia daquele ribeirão, e em sua loucura arranca-lhe a longa saia de chita com os seus dentes afiados como os de indígenas de determinadas tribos africanas. E ali mesmo sob a luz da lua começa a sodomizar aquela pobre e aflita provinciana. O misterioso homem, se era mesmo 'um homem'...era bem forte, tinha um cheiro estranhíssimo parecido com 'enxofre' ou seja o que for...e para o maior suplício daquela campesina, a criatura era muito bem dotada, o que fazia 'esgaçar' suas brancas e avantajadas ancas jamais 'defloradas' devido ao rigor de sua religião. Ele emitia grunhidos e até uivos enquanto violava Galega que de quatro naquela beira de rio só podia mesmo era segurar bem forte alguns punhados daquela areia como se fosse uma 'fronha'.

O pênis do bandido chegava a dobrar e quase 'quebrar' devido ao seu tamanho descomunal. E já numa outra posição, deitada de costas na areia com uma grande e forçada abertura de pernas, ninguém ouvia Galega gritar, e assim aquela violência durou toda noite. No dia seguinte, o marido, a polícia e vários populares estão envolta do corpo ou 'do que sobrou' de Galega. A mulher estirada naquele chão sob as lágrimas do marido e comentários de seus espantados vizinhos, era uma típica vítima de violência sexual fora estranhos detalhes como marcas de presas e até alguns sinais de canibalismo. Ela também fora estrangulada.

A violência era absurda e inacreditável para aquela cidadezinha de interior nada acostumada com tal coisa. Nos comentários alguns populares diziam que aquilo era obra de um 'homem lagarto', uma estranha criatura metade homem, metade lagarto que rondava a região estraçalhando as galinhas, atacando o gado, 'vampirizando' o mesmo, roubando as casas e violentando as mulheres. Os policias não deram muita atenção para aquela suposta crendice. E assim o corpo é removido pelo rabecão, mas quando os PMs seguiam para a 'joaninha' ou viatura em forma de fusca da época, um deles se assusta com o que parecia ser a cauda de um imenso lagarto que saía detrás de uma moita. A mesma, logo desaprece, e este policial cismado, coça a cabeça sob sua boina, olha envolta, mas antes de concluir ou considerar qualquer coisa, é chamado e apressado pelo parceiro para entrar no fusca. Alguns dias se passam, mas o terror daquela 'roça' localizada naquela perdida cidadezinha da Zona da Mata mineira.

Os bailes de forró e outros festejos populares típicos já deixavam de acontecer. Até mesmo coisas corriqueiras para aqueles sertanejos como catar lenha, pescarias e caçadas já não eram mais realizadas se não fossem em grupos ou até certo horário. O laudo da perícia que diria o que de fato vitimou Galega ainda nem havia saído, mas para aqueles campesinos, o autor daquilo já tinha nome e alcunha: 'Estrelinha, o Homem Lagarto'. A misteriosa criatura assassina que havia roubado o lugar de protagonistas de lendas ou 'causos' de quaresma mais assustadores como o lobisomem, sua irmã mula sem cabeça e outras assombrações. Alguns pescadores ou 'contadores de causos' mais virtuosos e fanfarrões, por aqueles 'botequins' de pau-a-pique já registraram e até 'juraram' ter visto Estrelinha que também tinha fama de zoófilo, a fazer sexo ou 'metendo' loucamente com a própria mula sem cabeça.

Outros diziam que Estrelinha era fruto de uma relação ou 'cruzamento' sobrenatural entre um saci e uma freira. O tal saci 'arteiro' teria ejaculado nos fundilhos de uma 'calçola' ou calcinha clássica que a tal 'irmã' havia deixado para secar numa cerca de arame farpado, e quando a mesma vestira a peça, acabara engravidando do ente, e ao ser descoberto isso, o padre a excomungou, o que fez com que ela desse a luz a tal 'fruto maldito' bem no meio do mato onde o mesmo fora abandonado. Essas eram algumas das muitas lendas que cercavam aquele tão temido bandido ou 'ser'. Até que uma nova vítima já era espreitada pelo tal monstro. Ao seguir por um milharal após levar a comida ou o 'comer' de seu marido, uma jovem recém casada mal sabia o que lhe espreitava dentre todas aquelas 'bonecas de milho' a madurar. Ainda na forma humana, o negro Estrelinha com os seus 'olhos amarelos' já como se fossem 'de víbora', já se transformando, ao por sua terrível 'língua partida' de cobra para fora, este parecia lamber os beiços ao ver aquela tão jovem e linda tabaroa inocente. E já quase completando a sua transformação, num quadro ainda 'antropomorfo', ele surpreende a jovem com uma forte chibata com sua cauda que sai de dentro das plantações de milho laçando a mesma pela cintura, e a puxando daquela trilha para dentro do milharal e em plena luz do dia. E horas depois, o cenário é o mesmo do que acontecera com Galega, a lavadeira do ribeirão.

O choque e o pavor de todos envolta também não foram diferente. Muitos se apavoravam e alguns até clamavam por justiça e se prontificavam a fazer alguma coisa à respeito. A polícia, descrente, chegava a suspeitar de alguns daqueles caboclos, mas todos insistiam que era obra da tal aberração, e cobravam mais atenção das autoridades ao caso. O laudo da morte de Galega finalmente sai e dentre outros resultados da violência, foi comprovado que a esganadura que a mulher sofrera fora provocada por algo similar a uma corda. E isso mexera ainda mais com a imaginação daquele povoado.

A suposta 'corda', na verdade seria a cauda de Estrelinha que numa 'rabada' estrangulou aquela pobre mulher após toda a sodoma que ele lhe praticara. E numa outra noite, mais uma vítima foi feita. A também jovem e linda mulher de 'Craudão'. Este era um lavrador metido a ser o valentão do local, mas ao chegar em sua casa de pau-a-pique e se deparar com aquele negro imenso com aquela cauda de lagarto agitada se balançando enquanto fazia um guloso 'cunilíngua' em sua desesperada mulherzinha, ainda de camisolinha, mantida sentada 'na cacunda'(sobre seus ombros), este só tremia as pernas e implorava para que a criatura não lhe fizesse nada. E esta que não falava, apenas grunhia, ria e uivava, aponta para uma garrafa de cachaça que se encontrava sobre a mesa. Craudão tremendo 'feito vara verde', corre para pegar a bebida e assim que dá a mesma para Estrelinha, este deixa a mulher, gargalha toma um trago e ao cuspir a mesma, ou 'baforar' aos borrifos para o alto, numa explosão similar a de 'pólvora seca', ele completa a sua transformação em lagarto-estrela(Stellagama stellio) e que aos ligeiros rastejos foge dali.

Num outro ataque, Estrelinha apavora um casal de namorados que resolvera fazer amor na mata. Neste ataque ao colocar a jovem de quatro sobre a esteira que os dois usavam, para humilhar tanto ela quanto o rapaz, o enlouquecido Estrelinha aplica 'surrinhas' com o seu imenso pênis sobre as ancas da mesma e antes de entochar aquela coisa cheia de veias naquele tão estreito orifício, fitando o também aflito e inerte namorado, o bandido sopra sua língua entre os lábios e reproduz assim uma onomatopeia que simulava um 'peido'. Em sua doentia excitação, ele além de ter devorado a sainha rodadinha e de cor laranja daquela jovem, também fazia 'caras e bocas' e pronunciava estranhos 'balbucios' ou palavras que pareciam ser no 'idioma nagô' ou em alguma outra língua africana perdida. Sua longa cauda de lagarto que já surgia e se mantinha irriquieta, também fora usada para sodomizar ou constranger como fosse aquela cabrocha. Em outros dois ataques Estrelinha desaparecera com a mulher de um fazendeiro e uma 'professorinha leiga' vinda da cidade para lecionar para crianças e adultos de uma escolinha improvisada naquele rincão. Neste dois casos tido como os mais escabrosos e macabros, haviam boatos de que essas duas foram canibalizadas pelo monstro.

Mas já numa última aparição, a criatura é apenas avistada por um menino que vai pegar sua bola de meia que caira num bambuzal onde Estrelinha em sua foram humana se masturbava loucamente com uma calcinha enrolada em seu longo pênis ereto. O garoto se espanta e corre para chamar seu pai que ao chegar ali com sua espingarda, vê apenas aquela calcinha rosa-shocking puída e empapada de sêmen e algo que parecia ser um rabo de lagarto a se enfiar pelas moitas de bambu. Ele chega a atirar, mas em vão. Estrelinha na forma de lagarto-estrela já havia sumido. Já estupefatos com os ataques daquela aberração e com o descaso e descrença das autoridades do centro da cidade. Todos aqueles simples homens e mulheres do campo resolvem sair munidos de suas foices, ancinhos e tochas atrás da famigerada criatura. Apesar de muitos acreditarem que o mesmo vivia embaixo da terra, era sabido por alguns daqueles populares que Estrelinha tinha um outro possível esconderijo. Mas tal lugar por ser situado num ponto mais afastado daquele rincão e por ser próximo à uma figueira, também a crendice popular fazia-lhes acreditar que aquele local era amaldiçoado ou assombrado, e logo ninguém se atrevia a se aproximar daquela casa de pau-a-pique. E com isso, Estrelinha viu naquele lugar o local perfeito para seu refúgio, hibernação ou 'troca de pele'. Mas para aquelas pessoas, o momento era crítico, o reinado de terror daquele monstro tinha que parar o quanto antes.

Os lagartos comuns que faziam parte do 'cardápio' de iguarias locais, junto com certos tipos de lagartixas, começavam a serem temidos também. E além das vítimas que Estrelinha fazia, outros campônios já deixavam de trabalhar nas lavouras ou mesmo já abandonavam aquela roça de vez com medo desse terrível demônio assassino. E pensando assim, com uma garrucha, zagaias, suas ferramentas de lavradio como armas, água benta e até mesmo um benzedor local, ao cair da noite, aquela população com sede de justiça ou vingança seguiu até a casa da figueira. E ao passarem por aquela torta e apodrecida porteira, a trilha dentre todo aquele alto 'capim-navalha' que dava até o casebre era tão aterradora quanto toda aquela situação. Carcaças de animais massacrados, rastros de sangue, trapos de roupas e calcinhas de possíveis vítimas, travessas de barro e cruzes que evidenciavam algum tipo de ritual macabro feito pelo monstro e até uma 'pele' deixada por ele é encontrada sem querer quando uma das mulheres que acompanhava o grupo, se desespera ao sentir o seu pé se enroscar na mesma.

E ao chegarem lá, gritos, xingamentos e orações em voz alta eram proferidos, além de pedras que eram atiradas por eles contra o casebre. E Estrelinha que se encontrava dormindo, logo desperta com a confusão. O mesmo tenta fugir, mas o teto da casa coberto por palha, começa a se incendiar com uma tocha que fora ali arremessada. E não demora aquelas chamas tomavam toda a palhoça, e com isso Estrelinha sai dali com o o corpo todo em chamas correndo em meio a multidão que ainda lhe acerta algumas pauladas que fazem com que ele corra para mais pra dentro daquela mata onde assim desaparece. Seria o fim de seu reinado de terror. E dias depois, é dado um forró no sítio de um agricultor que convida quase todo o povoado para participar. Um leitão é preparado, além de papa de milho e até mesmo fogos em comemoração pela morte da criatura que tanto os apavorava, são soltos. A festança e todo o seu 'rastapé' se dá até a madrugada. E quando finalmente tudo chega ao fim, todos aqueles lavradores e lavadeiras que precisavam acordar bem cedo no dia seguinte, seguem por aquela estrada de chão batido até suas humildes casas. Muitos 'trocavam suas pernas' de tão bêbados, outros se mantinham apenas alegres.

Um comentava sobre o festejo, a comida e a dança e já outros falavam e se gabavam sobre como o temível Estrelinha fora morto pela população. As mulheres do grupo, sempre as mais frágeis, e logo, temerosas, pediam para que os homens mudassem de assunto e esquecessem daquele monstro. A noite daquele dia não tinha lua e isso fazia com que aquele caminho iluminado por uma única lanterna que um dos homens portava, ficasse uma verdadeira penumbra ou 'breu'. E é quando aquele falatório e risadas são interrompidos por uma das moitas que circundavam aquele caminho, que começava a se mexer. Todos ficam logo apreensivos, e a lanterna é logo apontada para tal moita que insistia em se mexer. Alguns daqueles homens já tiravam suas faquinhas e canivetes de seus alforjes e coldres e a única espingarda com o grupo já era engatilhada naquela direção. Mas quando menos se espera do lado oposto daquela moita, eis que surge Estrelinha na sua forma mais horripilante, ou seja, metade homem, metade lagarto. E por mais inacreditável que fosse, apesar das graves queimaduras que a criatura sofrera seu corpo parecia intacto. Sua forte pele escamosa de lagarto talvez devesse ser imune a queimaduras. Estrelinha estava novo em folha e parecia ainda mais sedento de sangue. Horas antes durante o forró, algumas crianças chegaram assustadas dizendo para os seus pais que haviam avistado uma grande cauda de lagarto enquanto brincavam próximos a uma moita daquele sítio. Mas julgando o quanto pode ser prodigiosa a mente dos pequeninos, nenhum adulto dera ouvidos aos mesmos.

E assim, Estrelinha já corta a jugular do homem que ele surpreende por trás, estrangula com o rabo um outro e quando Estrelinha vai para frente do grupo, o homem com a espingarda desfere vários tiros em sua direção dos quais a incrível criatura consegue desviar com rápidos movimentos parecidos com os de 'capoeira'. E com todo esse drible ele que também mudava a coloração de sua pele ou escamas, consegue tomar a espingarda do homem, quebrá-la e avançar naquela multidão apavorada. Uma das mulheres é pega e arrastada para a atrás de uma daquelas moitas, e as que conseguem fugir, o fazem gritando e berrando enquanto são puxadas pelas mãos por seus também aflitos maridos. O tempo passa, os ataques dão uma certa trégua, mas isso não evita que muitos daqueles campônios abandonem suas casas, independente de terem bons patrões ou serem nascidos e criados ali. O pavor era bem mais forte que tudo isso. E nisso, um PM reformado e cansado das agitações da cidade acaba comprando uma daquelas casas abandonadas. Seu nome era Candinho e no batalhão em que servia, nos tempos de ativa era conhecido por sua bravura.

Ele se muda para a antiga casa de um criador de gado que fugiu dali após perder boa parte de sua criação vampirizada por Estrelinha. Na cidade onde Candinho vivia, que não era muito distante dali, ele chegou a ouvir alguns boatos ou comentários sobre o tal 'homem lagarto'. Mas levando tudo na brincadeira enquanto tomava uma 'branquinha' ou cachaça naquele botequinho de pau-a-pique próximo a casa que ele acabara de comprar naquele arraial, ele dizia para aqueles lavradores que 'até mesmo as assombrações tinham medo dele e de seus companheiros de farda quando estes saíam para fazer a ronda na cidade onde ele morava'. E mais outro ataque acontece, e dessa vez numa casa próxima a casa de Candinho. Mas neste ataque, por sorte, Estrelinha em sua forma antropomorfa, não consumou qualquer ato que fosse.

Nesta casa onde morava apenas uma mulher com um casal de filhos, o monstro apenas comeu todo o angu que se encontrava numa panela, e em seguida só se aproximou daquela mulher que se mantinha abraçada aos filhos sentada na cama, e numa cena bem parecida com aquela cena clássica do filme 'Alien 3' no qual a criatura também 'flerta' com a Tenente Ripley, se aproximando bem da face da mesma, Estrelinha reproduz o gesto na mesma forma pondo sua língua de lagarto para fora; mas assim que o galo canta anunciando o nascer do dia, o antropomorfo naquela explosão de 'pólvora seca' se transforma naquele rasteiro lagarto-estrela e foge em disparada dali. E mais tarde, quando Candinho tem conhecimento do fato, e constata que aquilo não se tratava de uma lenda local como sua descrença o fazia acreditar, este logo se prepara para também ficar no encalço da criatura. E assim, sobre seu cavalo, munido de uma lanterna e com o seu inseparável revolver 38, Candinho começa a fazer rondas noturnas. Nas primeiras, ele nada encontra. Era como se o monstro 'o farejasse'. Até que naquela noite de lua cheia ao se aproximar daquela encruzilhada, Candinho finalmente avista a coisa metade homem, metade lagarto a estraçalhar uma galinha viva. Seu cavalo é o primeiro a se assustar emitindo um alto relincho, se empinando e quase derrubando Candinho. E este ainda incrédulo, joga a luz da lanterna na cara de Estrelinha. -Nossa Senhora!

É o que ele consegue dizer com o susto que tomara. E Estrelinha que nesta hora, além de mudar a coloração de suas escamas, também 'se inflava', aumentando sua estatura, porém também se espanta, e assim foge como um animal arisco ignorando os chamados de Candinho. E naquela louca perseguição Candinho atirava de seu cavalo enquanto na frente Estrelinha em sua forma antropomorfa seguia correndo ou se arrastando como um lagarto gigante. Até que um dos tiros o acerta. Estrelinha atordoado chega a perder a sua cauda que prontamente é substituída por outra, mas logo para. Candinho em seguida desce de seu cavalo e já próximo de Estrelinha desfere vários tiros à queima roupa, descarrega a munição de seu revolver atingindo dentre a cabeça outras partes vitais do homem lagarto, inclusive seu pênis com o qual ele violou e sodomizou todas aquelas jovens tabaroas antes de matá-las. Mas inacreditavelmente, Estrelinha não morria. E foi quando ainda moribundo enquanto Candinho totalmente pasmado e descrente daquela situação, pegava mais balas de seu alforje, Estrelinha que até então quase nunca falava, apenas ria, grunhia ou uivava em seus ataques, suplica pedindo 'para que este retirasse de seu bolso um livreto que continha uma poderosa reza que o impedia de morrer'. E ao ouvir isso, Candinho pega o tal livreto, e assim ao voltar a sua forma humana, finalmente o terrível homem lagarto assassino morre.

Candinho ainda tem a frieza de com sua bota cutucar e virar aquele corpo. E o que ele via com o auxílio de sua lanterna era algo inacreditável. Apesar de estar em sua forma humana, aquele bandido ou criatura ao mesmo tempo em que se parecia com um homem negro, assim como o próprio Candinho, a pele da criatura era grossa e não parecia pele, mas sim escamas que possuíam manchas que lembravam uma 'certa doença de pele', mas na verdade eram manchas próprias da espécie de lagarto na qual aquele homem terrível se transformava. Seus dentes como já relatado, eram afiados, e suas orelhas eram mutiladas, talvez por ele próprio e como parte de mais um de seus rituais macabros. E com isso, a paz voltava a reinar naquele rincão do qual Candinho se tornara o herói. O caso é levado às autoridades que além do corpo de Estrelinha também recolhem o tal misterioso livreto. Das poucas páginas daquele livro que Candinho rapidamente folheou, ele também se assustou com a quantidade de imagens e ilustrações das mais profanas, macabras e até pornográficas nas quais se incluíam imagens absurdas e assombrosas de relações entre pavorosos 'gárgulas' e mulheres humanas, além de algumas 'rezas', conjurações e evocações malígnas e arrepiantes. O tal livreto na mão de alguns policiais acaba se tornando motivo de galhofa. E um deles, um jovem policial bem descrente, resolve até mesmo brincar lendo ou recitando algumas daquelas 'conjurações bizarras'.

Seus colegas riem e outros até se mantem receosos o advertindo para que o mesmo não brincasse com tal coisa. Mas ele não dá ouvidos e faz a sua gracinha do mesmo jeito. Mas dias depois, este mesmo policialzinho começa a agir de forma estranha. Sua esposa estranhou o seu estranho e novo cacoete de ficar botando a língua a todo o momento para fora, além da vontade do mesmo de querer comer carne crua. E ele também se torna bastante violento inclusive na hora que os dois fazem amor. Além de violento, também experimenta formas de sexo que a mulher se desagrada, e quando a mesma o repele, ele acaba a estrangulando. E fazendo isso ele esconde o corpo dela e vai para a delegacia onde ao tirar serviço numa diligência também estrangula o parceiro sem qualquer explicação. Os outros tentam separá-lo, mas a sua força era algo descomunal e foi preciso simplesmente 'fuzilá-lo' para que ele soltasse o colega quase à morte. O que se concluiu fora que o jovem policial estava passando por stress de trabalho, mas por outro lado, muitos sabem e viram ele brincar com aquele tal livreto que se encontrava no almoxarifado da guarnição. Candinho que muitos diziam possuir o couro de Estrelinha pendurado na parede de sua sala, e que apenas visualizou rapidamente algumas páginas e figuras daquele livro, também começara a agir de forma estranha.

O mesmo começou a se manter calado, solitário e a ter hábitos estranhos e inexplicáveis. Até que veio a notícia de que estranhamente, ele apontara o seu 38 contra a própria cabeça e se matara sem nenhuma explicação plausível para tal ato. Anos depois aquela delegacia acabou sendo desativada, e com isso as coisas que ali ficava retidas, também tiveram fim ignorado, inclusive o tal 'livreto do mal'. Também nunca se soube onde fora enterrado ou 'desovado' o corpo de Estrelinha. A população sabe de seu fim, mas nunca viu o seu corpo e só ficaram mesmo fora com as histórias de Candinho que por ser ex-policial lhes inspirava muita confiança e segurança. Em cidadezinhas vizinhas já começavam a surgir boatos de supostas novas aparições da criatura, e também se dizia que muitas daquelas mulheres que sobreviveram ao seu ataque, ficaram grávidas e que ao fugirem daquele lugarejo se espalharam por várias capitais, onde com o passar do tempo o aumento do índice de crimes brutais e inexplicáveis coincidiu com o tempo em que essas crianças atingiram certa idade.

Tudo isso com exceção de alguns acontecimentos e alterações de alguns locais e nomes de personagens, de fato aconteceu há cerca de trinta anos atrás numa pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. Pouco se sabe sobre o que é lenda ou o que é real, mas...e o tal livreto? Este que dentre outras coisas bizarras também ensinava encantamentos para transformar um ser humano, além de lagarto, em lagartixa, ratos e até num mosquito...?! Ninguém sabe o seu real paradeiro. E pode está por aí nas mãos de algum assassino em potencial ou alguém que passe a ser um após folhear aquelas páginas macabras e se tornar autor da mais hedionda e infame atrocidade que se possa imaginar, mas nunca explicar.
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O HÓSPEDE MALDITO



O Hóspede do Mal O caminho para a mansão dos Holms era basicamente uma estrada de chão cheia de buracos, mas o Troller amarelo 4x4 não encontrava obstáculos que o impedisse de continuar em sua corrida até o local que Denny Holms e sua família pretendiam chegar. A família composta pela mulher que dirigia o veículo, seu marido chamado Richard e seus dois filhos Toby e Clarice, estava de férias, receberam a notícia de que um parente chamado Gerald Holms, tio de Denny, havia falecido e deixado de herança para a mulher e sua família uma mansão que ficava isolada entre a pequena cidade de Hillstown e o vilarejo Stillbourn, no pequeno novo estado, onde antes era um país chamado de México. Um pouco antes da nação ser dominada pelos Estados Unidos da América, o avô de Gerald Holms já havia adquirido a fazenda e levantado a magnífica mansão, que foi passada de pai para filho, porém o atual dono, falecido, não possuía outros parentes, e o mais próximo era a Denise Holms. Enquanto o veículo desbravava a precária estrada de chão, no banco de trás as duas crianças discutiam sobre as férias. - Pois eu não acho que passar minhas férias em uma fazenda sem amigos e talvez nem celular seja algo agradável! – Exclamou Clarice, que tinha dezesseis anos, era loira, seus cabelos cacheados caíam até quase sua cintura. Sua pele era branca, mas não pálida, apenas lembrava uma típica garota com traços irlandeses. - Pois eu vou adorar esta aventura! Sempre quis ficar numa fazenda! Ainda mais se tiver cavalos! – Retrucou Toby, que tinha apenas onze anos, mas seu espírito de aventura era uma característica notável. Principalmente considerando que os jovens naquela época (ano 2042, 958 anos antes da Grande Guerra) queriam apenas saber de games de realidade aumentada e hologramas de atrizes pornôs. Toby era Diferente, ele gostava de sair e conhecer lugares, não tinha maldade em seu coração, mesmo sob influência de seus colegas que a própria Denny classificava como "demônios". O garoto era loiro, mas não era tão pálido quanto a irmã, talvez por sair mais a céu aberto. Não possuía sardas, puxou mais ao seu pai que era oriundo da Inglaterra. Os cabelos de Toby eram curtos, com um topete na na testa em forma de onda, assim como sua irmã, seus olhos eram azuis. - Calem-se! – Gritou Richard, continuando com um tom mais suave – Clarice, nós vamos passar o verão na mansão, isso é indiscutível. – Olhou para a filha apenas para se certificar que ela havia prestado atenção em seu tom de voz, em seguida voltou-se para Toby e falou – E para você, campeão, nada de cavalos. Lembra que na sua última aventura em cima de um cavalo você caiu e quebrou o braço? Aqui é longe de tudo, não tem médicos, então nada de riscos. - Richard era um homenzarrão, possuía 1,92m de altura, loiro, mas de cabelo curto, fazia um topete igual ao do Toby, seus olhos azuis cintilavam como estrelas. Seus braços eram musculosos, mas a camisa xadrez de manga longa escondia estes dotes. Sua barba era rala, rente com o cabelo. - Ah, ótimo, não tem médico. – Bufou Clarice, continuando – Tomara que eu pegue dengue ou malária. Assim morro logo e não me preocupo mais. - Chega de drama filha! – Argumentou Denise soltando uma risada, em seguida se conteve e continuou – Aqui não tem nada dessas doenças. – Denise era ruiva, e possuía sardas em suas bochechas. Ela tinha descendência Irlandesa, seus olhos eram de um azul que as vezes podia ser confundido com um verde claro. Seus cabelos estavam quase sempre soltos, não chegava a ser cacheados, mas era um pouco rebeldes. Denny tinha apenas 1,70m de altura, e era magra, mas não exageradamente, e sim de modo saudável onde por onde passava os homens ficavam de olho em seus seios e principalmente seu traseiro. Poucos momentos depois, avistaram um muro de pedra que deveria medir pelo menos quatro metros, e um portão duplo de ferro que estava aberto, um homem no estilo cowboy os aguardavam escorado no lado direito da grade do portão, como quem convidava "bem vindos, forasteiros." Pararam o Troller amarelo ao lado do homem, Richard que estava no carona abaixou seu vidro, e o homem se apresentou: - Bem vindos a gloriosa mansão Holms. – O cowboy possuía um sotaque bem caipira, o "gloriosa" pareceu mais um "gloureósa", Tobias e Clarice se olharam no banco de trás e começaram a rir. Mas o homem continuou – Meu nome é Raynold. Prazer. – Mais uma vez, o "prazer" soou com sotaque parecendo um "pruazer". - Olá Raynold. Me chamo Richard, esta aqui do meu lado é a Denise, e esses tagarelas aqui atrás são Toby e Clarice, nossos filhos. O prazer é nosso. – Terminou o homem no carona. - Creio que são os novos donos dessas terra tudo, num é? – Indagou o cowboy, mas sem esperar resposta, já foi continuando – Demoraram um bucado, sô! Eu sou o cuidador contratado pelo falecido a muitos anos. Vou levar ôceis até à mansão, a mode que eu possa apresentar pra oceis toda a terra mais tarde. Oceis vão amá essi lugar! – Terminou com um sorriso que chegou a gelar a alma de do homem sentado no carona do Troller amarelo. Richard assentiu, então Raynold subiu em uma moto laranja que estava escondida atrás da muralha, a ligou, e fez sinal para que o seguissem. O Troller seguiu logo atrás. Continuaram por uma estrada de chão até que começou a o asfalto. Já conseguiam enxergar a mansão, realmente era uma construção enorme, digna de um Rei, porém o material chamou a atenção dos Holms, esperavam encontrar uma casa de madeira, mas era de alvenaria. Denny achou incrível que tivessem trazido tanto material para aquele lugar a fim de construir aquela mansão. Deve ter levado alguns bons anos para construir na época. - Esperava algo mais assustado. – Disse secamente a garota no banco de trás do veículo. - Viu? Podia ser pior. Então trate de melhorar este humor, mocinha. – Falou o pai. Passaram por um corredor onde haviam vários pinheiros enormes na borda da estrada, "é uma bela entrada, com certeza" pensou Denise. Quando finalmente pararam a frente da mansão, toda a família desceu do veículo, contemplando aquela construção enorme e linda. - Bom, garanto que se vendermos essa belezura nunca mais nossa família vai precisar trabalhar. – Disse Richard com um sorriso estampando seu rosto. - Amor, já falamos sobre isso. Não vamos vender. Não agora. – Disse a mulher, olhando fixamente nos olhos do marido. - Certo, a herança é sua, você decide. – Respondeu o homem, sem se esforçar para esconder sua tristeza e reprovação. Raynold desceu da motocicleta. Ficou ao lado de Richard e falou: - Intão, vamos entrando! – Disse o cowboy dando tapinhas no ombro de Richard. Quando começaram a subir as escadas que davam ao hall da porta de entrada, o homem falou de novo – Pois não si assustem com o véio Harold. Ele é o mourdomu que cuida di dentro da mansão. Ele queimou o rosto num incêndio qui tivemo uns trinta anos atrás, deformou um pouco sua cara, mas ele é bem simpático, oh si é! – Terminou parando do lado da porta dupla de madeira. Segurou um arco de metal que havia em uma das portas e bateu bem forte. A família Holms pode notar que o barulho ecoou lá dentro da mansão muito mais do que lá fora, e alguns poucos segundos depois, a porta se abriu, e de dentro saiu o velho de quem o cowboy estava falando. - Bem-vindos, família Holms! – Disse com um sorriso, continuando – É um prazer receber os herdeiros do Lord Gerald. – Quando as crianças viram o rosto deformado do homem, fizeram uma careta, Toby deu um suspiro e dois passos para trás, e apesar do mordomo ter notado, pareceu não se importar. O velho possuía uma face parecida com a de um personagem de filme de terror bem antigo, Toby gostava de assistir os clássicos e lembrou na hora: Freddy Krueger! Mas ele possuía cabelos, era branco e liso, caía para trás de sua cabeça, provavelmente o fogo deformara apenas a parte frontal de sua cabeça. - Olá, senhor Harold. – Disse Denise, o mordomo inclinou seu corpo para frente com o braço direito cruzando logo abaixo do tórax, em sinal de respeito e cumprimento. - Entrem, por favor! Vou apresentar à vocês a sua nova propriedade! Deixem que Raynold cuide de levar as malas para seus quartos! – Pediu gentilmente o velho. Todos entraram, mas antes, Denise entregou a chave do Troller para o cowboy pegar as malas e levar para dentro da residência. Ele avisou que iria levar o carro para a garagem, e que depois levaria a família conhecer os cômodos fora da mansão. Ao passar pela grande porta dupla de madeira, Toby sentiu um calafrio muito parecido com o que ele sentira quando chegou a mensagem de que Gerald havia falecido para a Denise. Richard estava no mercado, Clarice no shopping com suas amigas assistindo mais um "remake" do filme IT – A coisa, e Toby estava na sala com sua mãe, jogando xadrez, seu jogo favorito. Tocaram a campainha e os dois foram atender, quando um homem de terno preto, muito pálido, que parecia ser careca, mas usava um chapéu preto de abas retas e redondas na cabeça, se apresentou como advogado do Lord Gerald, e precisava comunicar Denise sobre a morte de seu tio, tal como a transferência da mansão do falecido para a mulher. Toby havia se assustado com aquele homem que mais parecia um cadáver de terno ambulante, e foi naquele momento em que o homem pálido o tocou a cabeça dizendo "ora, vejo que você possui um filho bem puro!" Toby sentiu um calafrio que mais parecia sua alma congelando dentro de seu corpo. Mas como aquele dia, agora Toby ignorou também o calafrio, e seguiu em frente, pois uma parte de sua mente estava muito excitada por estar conhecendo um lugar como aquele. A mansão parecia uma daquelas de filmes de terror, logo no saguão de entrada, havia uma escadaria bem larga, com um tapete vermelho, ela era de madeira, mas muito bem trabalhada e cuidada, era revestida com algo que parecia ser verniz. Ela subia pelo menos cinco metros, então se dividia em duas escadas, uma para o lado direito, e outra para o lado esquerdo. - Esta escadaria, meu lorde, e minha dama, levam para os quartos e escritórios, há uma biblioteca também. – Disse o mordomo, em seguida apontou para outra porta dupla que ficava no canto esquerdo do hall de entrada, entre dois pilares muito bonitos e continuou – Mas vamos começar com a parte de baixo. Ali, através daquela porta vamos chegar à sala de jantar principal! – Terminou exclamando. Se dirigiu até a porta e a abriu, colocando sua mão para dentro do cômodo como quem dizia "entrem, por favor". - Se formos ficar com essa mansão, pelo menos demita esse mordomo, a face dele me da medo. – Sussurrou Richard nos ouvidos da Denise, que ficou furiosa e lhe devolveu um olhar como quem dizia "cala essa boca de merda". Entraram na sala, e se encantaram com o cômodo, ele possuía uma mesa oval que quase cortava todo o lugar. Toby era um garoto muito inteligente, e adorava números, a primeira coisa que fez foi contar o número de cadeiras ao redor da grande mesa, e o número era assustador, trinta e dois lugares. Todos estavam de boca aberta surpresos com os detalhes da sala, haviam pilares com rosas entrelaçando-os, como serpentes subindo em um tronco de árvore, havia também uma grande lareira no outro extremo da sala retangular. E quando olharam para cima, perceberam que havia o segundo andar, sem teto, apenas o corredor, "provavelmente", começou a pensar Richard, " a escada da esquerda dá neste corredor em cima desta sala.", ao terminar o seu pensamento, percebeu que um dos quadros era muito familiar, então perguntou: - Harold, esse quadro... – Pensou um pouco, notou que tanto Denise quanto as crianças também se voltaram para ele, o mordomo fitava-o como quem estava disposto a revelar qualquer coisa, então continuou – É uma réplica daquela obra chamada Monaliza? - Não, mi Lorde. Este é o original. – Revelou Harold, Toby ficou de boca aberta e correu até o quadro, o conhecia pois estudara muito história, e já havia visto o quadro milhares de vezes em livros ou na internet. Ele havia sido roubado durante uma exposição de um consagrado museu dez anos atrás, e nunca mais ninguém havia o visto. - Meu deus, isso não tem valor que alguém possa pagar, é um patrimônio da humanidade! – Exclamou Richard. - Receio, meu senhor, que seja patrimônio de vocês, agora. – Falou Harold com um sorriso no canto da boca deformada. Continuando – A não ser que queiram manchar o nome dos Holms, chamando autoridades para busca-lo de volta. - Não, Harold. Imagine. Vamos deixa-lo aí onde está. – Disse Denise, fascinada pela obra, e emendou – Noto sua preocupação com o nome da família, e não seremos nós que vamos suja-lo. - Não mesmo, isso eu tenho certeza, minha dama. – Respondeu o mordomo com um tom que parecia estar zombando dos recém-chegados, mas todos ignoraram-no. Continuaram até o final da sala, onde havia uma porta de madeira com entalhos muito bem esculpidos na própria porta. Então o mordomo anunciou: - Agora, chegaremos ao corredor onde vai para a cozinha e também aos banheiros da sala de jantar. Abriu a porta, dava em um corredor um pouco estreito. Para o lado direito, ficavam duas portas, um com um chapéu entalhado, e outra com um sapato alto, eram os banheiros masculino e feminino, Clarice saiu na frente e foi para o feminino. - Faz tempo que estou segurando! Vão na frente, encontro vocês depois! – Exclamou a moça adolescente, entrando no banheiro. - Vamos, pelo tamanho dessa mansão, capaz de levar horas até conhecermos tudo! – Disse Richard. - Richard, acalme-se, são recém duas horas da tarde. Aqui anoitece lá pelas oito horas da noite. – Disse Denise. Continuaram, passaram pelo corredor pelo lado esquerdo, notaram que as paredes eram cobertas com um papel de parede, tipo um tecido, com desenhos de rosas, com grossos caules verdes, cheios de espinhos. No final, haviam duas portas, uma no fim do corredor retangular, e outra na parede do lado direto à porta do fim. Harold abriu a da parede, que dava em uma saleta com uma escada, ele informou que aquele era um outro acesso para o andar de cima, e ainda brincou que o Lorde Gerald adorava assaltar a cozinha durante a madruga por este caminho, em seguida à explicação, ele fechou a porta, e abriu a do fim do corredor, que dava para a própria cozinha. Entraram, nela havia duas senhoras, pareciam bem idosas, de relance, Tobias sentiu um outro calafrio, o olho de uma delas parecia ser todo negro, sem pupilas, mas ao fechar e abrir seus olhos, Toby viu que estavam normais, devia ser fruto de sua imaginação. - Estas são Clotilde e Margarida. – Informou o mordomo, ambas fizeram o mesmo gesto de inclinação que Harold havia feito ao conhecer os novos donos da mansão. O velho continuou a falar – Elas são as irmãs cozinheiras da mansão. Mas infelizmente perderam a capacidade de falar... – Deu uma pausa, Denise teve impressão que ele estava tentando pensar em uma história para contar, e não lembrar de um fato, porém ignorou, logo após alguns segundos, o mordomo voltou a falar – ...Em um acidente. Mas não vamos importunar vocês no momento com histórias tristes. Elas entendem nossa língua muito bem, então podem pedir qualquer comida que elas farão. A cozinha era bem grande, quadrada, possuía um forno a lenha intrigantemente grande, caberia um cavalo lá dentro, mas o mais assustador era uma área onde ficava um tanque, e estava com líquido vermelho espalhado em todo o perímetro. - Não se preocupem, ali é a área onde preparam as carnes. Geralmente o Raynold traz algum animal já morto, e as cozinheiras o preparam ali. Esse sangue é de um cordeiro que será preparado no jantar para as boas vindas de vocês. – Disse Harold. - Oba! Adoro carne assada de cordeiro! – Disse a esposa de Richard, tentando animar um pouco a família. - Bem, vamos lá para fora, que o caipira vai mostrar à vocês as redondezas da fazenda! – Pediu o mordomo, em seguida, notando as expressões de preocupação do homem e da mulher, continuou – A filha de vocês está em boas mãos, quando ela chegar aqui, vou pedir para esperar por vocês. As cozinheiras vão preparar um bolo de chocolate, adolescentes adoram chocolate, não é mesmo? – O velho terminou com uma rizada muito sinistra aos ouvidos de Toby que arrepiou mais uma vez. - Não sei... – Denise tentou discordar do mordomo, mas fora interrompida por seu marido. - Vamos lá, Denny. A Clarice sabe se virar, e também, aposto que foi no banheiro só para não ter que ficar conosco! – Quando o homem terminou de falar, todos ouviram um grito na cozinha que parecia bem distante e abafado. - Deve ser algum porco lá do curral! Esse Raynold deve ter incomodado algum pobre animal por lá! – Falou o mordomo, continuando – Então, vamos? Todos saíram atrás de Harold, mas Toby teve a impressão que o grito teria vindo de dentro da mansão, bem no caminho ao qual fizeram anteriormente para chegar até a cozinha, mas relevou pois estava muito animado para ver os cavalos da fazenda. ... Quando Clarice entrou no banheiro, notou que ele parecia muito com os de shopping centers onde ela adorava sair com as amigas, e principalmente com os rapazes que se relacionava. Havia uma pia retangular na parede, com três torneiras, e do outro lado, de frente para a pia, a menina tinha três cabines para escolher, mas a verdade é que ela não precisava escolher, pois entrara no banheiro apenas para fugir daquele tédio da apresentação da mansão. "Se eles se divertem vendo quadros roubados, o azar é deles, tenho coisas melhores para fazer", pensou a adolescente. Em seguida, retirou um papel do bolso, estava muito bem dobrado, a ideia era proteger a erva que Daniel, um amigo que as vezes Clarice dava uns beijos para conseguir drogas, havia entregado para ela antes da viagem para a mansão. "Fume ela apenas quando estiver realmente com muito tédio, pois isso vai fazer você entrar em Nárnia!" havia falado o garoto antes de entregar a droga para a menina. - Foda-se, vou fumar agora e relaxar! – Disse para sí mesma, naquele banheiro da mansão. Com incrível habilidade de quem provavelmente já fez isso várias outras vezes, ela retirou um pedaço de papel de seda, colocou a erva no meio, enrolou, deu uma lambida no final para que o papel ficasse preso, e então ascendeu com um isqueiro que guardava no bolso de dentro de sei colete rosa. A adolescente tragava aquele cigarro como se a sua vida dependesse daquilo, e não demorou mais que um minuto para as substâncias químicas daquele Skank começasse a fazer efeito. O banheiro começou a ficar maior, ela começou a enxergar cores brilhantes, mas o pior ainda estava por vir. - Oi, Clarice! – Disse uma voz que mais parecia um sussurro. A Garota começou a olhar para os lados, mas estava tonta, e não encontrava o dono da voz. "Deve ser minha imaginação" pensou, mas ela já havia fumado o Skank de Daniel, e escutar vozes não era algo que já havia ocorrido. - Achas que sou produto da sua droga, não é? – Voltou a dizer a voz. - Quem é você? Onde está? – Perguntou a menina, abrindo a primeira e a segunda cabina do banheiro, na terceira e última ela se conteve, pois olhou para o chão e por debaixo da porta estava escorrendo sangue. – Ai meu Deus! – Suspirou colocando a mão direita no meio de seu peito. - Eu sou aquele que você teme todas as noites antes de dormir. – Disse a voz, deu uma pausa de cinco segundos, e voltou a falar – Quando você transou com o drogado primo de Richard no verão passado, mesmo que seu pai tivesse a alertado e feito prometer que não daria bola para aquele... homem? Ele tinha quantos anos mesmo, Clarisse? Trinta...? Trinta e cinco? Daniel era um rapaz com mais ou menos um metro e setenta, cabelos castanhos, penteados para trás, era bem magro, mas não era muito feio, seus olhos castanhos as vezes pareciam ser feito de mel. Mas como Clarice era considerada uma das garotas mais lindas do colégio, era óbvio que jamais namoraria um rapaz mediano como ele. - Cala a sua boca, seu merda! Aparece para mim! – Vociferou a garota, abrindo a porta da última cabine. – Meu Deus, Daniel?! – Exclamou a adolescente ao ver apenas a cabeça do jovem ligada à coluna, havia sangue por toda a cabine, e no chão, o resto que seria o corpo do garoto todo mutilado. A menina virou-se para trás a fim de tentar fugir do banheiro, deixou seu cigarro cair do meio de seus dedos indicador e anelar, porém eu virar-se para a porta de saída, ela pareceu muito longe, então tentou correr, mas suas pernas estavam bambas por causa do Skank. Olhou para trás, e viu que o corpo mutilado dentro da cabine estava se mexendo, como se tivesse espasmos, foi quando notou que os olhos da cabeça abriram, e um sorriso brotou no rosto de Daniel. O Corpo começou a se juntar, a carcaça ficou de pé em poucos segundos, então os braços esticaram até a cabeça arrancada do corpo, pegou-a, e encaixou em seu devido lugar. A cabeça girou para trás a fim de ver Clarice, mas o corpo continuava virado para frente do vaso sanitário dentro da cabine. - Oi, Clarice! – Disse o defunto. - N... Não, por favor, não me machuque! – Respondeu a menina, estava caída no chão, escorada na parede logo abaixo da pia de mármore. - Você sempre me enganou! Não é? Dizia que um dia íamos namorar... – A cabeço voltou a virar, dessa vez se posicionou com a face para a frente do corpo, então o defunto se virou para a garota e deu três passos em sua direção, tornando a falar – Você me dava beijinhos em troca de drogas, mas sabe o que eu realmente queria? - Namorar comigo? – Disse a adolescente de maneira desesperada. - Não. Você é uma putinha, acha que eu não sabia que você deu para quase todos os terceiros anos do colégio? Eu queria transar com você, sua vagabunda! - Ai meu deus, me deixa em paz... Por favor... – Suplicou a menina, já estava chorando. - Agora não podemos mais nos relacionar, estou morto, como pode ver. Virei um servo de um tal de Belial. Sabe o que isso significa, Clarice? - Não... mas não me... – Foi interrompida por um grito do defunto - Cala a sua boca, piranha! – Apesar de estar bravo, a face de Daniel continuava com o sorriso. – Belial veio me visitar assim que vocês partiram. Ele me mostrou como você me enganava, me mostrou a verdade, e disse que se eu quisesse, poderia me vingar de você, bastava o servir... Ah, minha amiguinha... Esta sensação é tão boa... Poder... Clarisse chorava, soluçava, e ficava murmurando coisas que pareciam pedidos de desculpas, tentou fechar os olhos, mas a imagem de Daniel estava penetrada em sua mente, e era ainda pior no escuro. - Sempre quis "comer" você – Disse o rapaz, em tom irônico, e continuou – Mas quem vai acabar a comendo, será sua família... Literalmente! Miahahahaha! – A risada era tão macabra que a garota começou a se mijar nas calças, ficando com a região da calça próxima à sua genital toda molhada. O garoto pegou a menina pelo pescoço, e com uma força sobrenatural, a levantou no ar, em seguida, forçou a garota que chorava sem parar a dar um beijo em sua boca. - Poderia força-la a chupar o meu pênis, mas não seria um castigo para você, não é? Apesar do meu estado, garanto que já colocou sua boca em coisas piores, putinha! – Daniel terminou colocando sua mão esquerda no pescoço da garota, e com a direita, segurou a parte coronária da cabeça dela, começou a puxar para cima, Clarice soltou um grito alto e estridente, mas poucos segundos depois, a sua cabeça desprendeu-se de seu tórax, decapitando-a, e fazendo subir a espinha da garota junto da cabeça, assim como ela havia encontrado Daniel na cabine momentos antes. O garoto ficou parado no banheiro, uma mão segurava o corpo da garota, e a outra a cabeça. Daniel estava todo coberto de sangue, agora seu sorriso estava ainda maior. Atrás dele, um vulto negro surgiu, e uma voz pesada ecoou pelo cômodo. - Muito bem, Daniel! Gosto do seu estilo. Fico feliz em ter você na minha legião de demônios! Hahahaha - Sim, mestre. E agora? – Perguntou o jovem defunto. - Deixe o corpo aí mesmo, logo as cozinheiras vem pegar o corpo para preparar o jantar. - Miahahaha! – Daniel estava rindo, quando de repente como num passe de mágica, desapareceu do banheiro, assim como o vulto. ... Parte Dois – O Jantar Demorou um pouco para que Richard, Denise e Toby conhecessem todos os arredores da mansão. Para o menino, filho do casal, não foi muito legal, pois não vira nenhum cavalo, e as vacas que pastavam, seu pai não deixou que ele chegasse muito perto. Raynolds acabou os deixando na frente da mansão no fim do dia. Denny o convidou para jantar com eles mais tarde, e o mesmo agradeceu e concordou. A família entrou novamente na mansão e encontraram Harold, o mordomo. - Olá Harold, onde está Clarice? - Perguntou a mãe. - Minha dama, vossa filha comeu bastante bolo de chocolate e acabou pedindo para que eu levasse-a para seu quarto, para descansar. Pediu para avisar que quer descansar até o jantar. – Falou o velho desfigurado. - Certo, e nós vamos para os nossos quartos também. – Disse Richard, continuando – Harold, nos leve até os aposentos, por favor. - Claro, meu senhor. – Respondeu o mordomo. Denny ficou desconfiada que algo estava errado, era muito estranho o jeito que Clarice estava agindo, sabia que a filha estava irritada por ter de passar o verão na fazenda, mas não achava que ela reagiria fugindo deles dessa forma. Mesmo assim, seguiu com seu marido e filho para o andar de cima. Ao subir toda a escadaria passaram para o lado esquerdo, onde havia a sala de jantar no andar de baixo, olhando-a lá de cima, notaram que os pilares e os azulejos do chão formavam um desenho, algo parecido com uma estrela com um círculo em volta, a mesa de jantar ficava bem acima desse desenho, cortando de um lado a outro. Passaram para um corredor, no qual possuía várias portas. Eram todos quartos. - Caramba. Alguém queria receber bastante visitas, não? – Disse Richard ao notar mais de vinte portas no extenso corredor. - Sim, sempre fomos muito receptivos, mas com a morte de mi lorde... – Harold estava triste com isso, visivelmente triste. O mordomo levou o casal até um quarto bem grande, suas malas já estavam lá dentro. Passaram antes por um quarto com uma placa de "Não perturbe", Denny bateu na porta, e ninguém respondeu, segundo o mordomo era o quarto em que havia deixado a filha do casal. Toby ficou pela primeira vez na vida em um quarto só para ele durante uma viagem, e isso o animou bastante. Correu para o banheiro e se encantou que nele ao invés de uma ducha, possuía uma banheira quadrada bem grande de hidromassagem. Ligou-a e foi tirando toda sua roupa, estava ansioso para entrar na banheira, nunca havia tomado banho em uma daquelas antes. Quando ficou cheia, jogou um produto que encontrou do lado da banheira, estava escrito "espuma para banho", em seguida, deitou e fechou seus olhos, não demorou muito para o sono o pegar de jeito, cochilou por lá mesmo. Já Richard e Denise estavam brigando no quarto: - Você nem se importa com sua filha, porra! – Gritou Denny - Ah, você acha isso? – Perguntou o Marido. - Sim! Ela gosta tanto de você, que prefere ficar o dia inteiro longe! - Ah não! Não venha falando merda, Denise! Você se acha a pessoa mais inteligente do mundo, mas não passa de uma egocêntrica! – Devolveu o homem. - Eu, egocêntrica?! – Denise deu um tapa no rosto do marido, seus olhos estavam cheios de lágrimas. - Encoste um dedo para me ferir novamente, que você vai ver aonde você vai parar! – Alertou o homem. Continuou – Vai, se arrume que daqui uma hora temos de descer para o jantar. Denise pegou uma roupa e foi para o banheiro, encheu a banheira e entrou, mas não estava se lavando, e Richard conseguia ouvir seu choro, o que cortou seu coração. Ele detestava discutir com a mulher, ainda mais sobre algo que não considerava justo, pois sabia que no final, ele teria de ir pedir desculpas, e assim foi. Entrou no banheiro, e viu a mulher tremendo dentro da banheira, seus olhos estavam vermelhos. - Amor, me desculpe... Eu... Posso não estar sendo um bom pai para Clarice, mas você tem de entender que somos uma equipe... Eu não consigo fazer isso sozinho... - Eu sei... me desculpe também pelo tapa... – Disse a mulher abrindo e estendendo os braços para receber o marido na banheira. O Rosto dele ainda estava marcado em vermelho com os dedos da esposa. Richard tirou sua roupa, e entrou na banheira, os dois começaram a fazer amor, Denise já sabia que quando ela estava demonstrando tristeza e com os olhos vermelhos de chorar despertava um tesão no marido que inspirava um sexo muito gostoso entre os dois. Passaram mais de quarenta minutos dentro da banheira, depois, primeiro Denny saiu, secou-se e se vestiu indo em direção à cama no quarto, então Richard saiu e fez o mesmo roteiro da esposa. Chegou a hora do jantar, os dois saíram do quarto, e notaram que o quarto da garota estava aberto, deduziram que ela já devia estar os esperando na sala de jantar. Bateram no quarto de Toby, que não atendeu, então Richard girou a maçaneta, e abriu a porta, viu que estava transbordando espuma e agua da banheira, notaram o garoto dentro da banheira, parecia desmaiado, correm até a banheira, Denny o sacudiu, então o garoto acordou, estava apenas dormindo. - Meu Deus, Tobias! Não faça mais isso conosco! – Vociferou o pai, continuando – Quase tivemos um ataque no coração achando que estivesse desmaiado, afogado, ou sabe-se lá mais o que! - Credo pai! Só estava dormindo! – Disso o garoto. - Estamos descendo para a sala de jantar, apronte-se e desça também. – Falou a mãe. - Ta bom, mãe! – Disse o garoto, que teve mais um arrepiu. Todos no quarto ouviram um som bem baixinho, para Denny, parecia uma gargalhada. - Richard, você ouviu alguma coisa? – Perguntou a mulher. - Não, minha querida. Vamos descendo. – Ele havia escutado, mas julgou ser algo irrelevante, e conhecendo sua esposa, não quis concordar e preocupa-la. Os pais de Toby saíram do quarto rumo ao jantar, o garoto viu um outro produto que não tinha visto antes, dizia "sal para banho – hidrata a pele". "Não vai fazer mal eu usar um pouco", abriu o pacote e despejou-o na banheira. Uma fumaça começou a sair do produto assim que ele encontrava-se com a agua, de repente, sentiu um calor, e notou que a cada segundo ficava mais quente, até que começou a sentir sua pele queimar, tentou sair da banheira, mas parecia que algo estava segurando-o dentro da mesma, olhou para trás e percebeu um vulto, se arrepiou todo, mas o pior foi ao olhar para baixo, viu que a agua estava ficando com um tom vermelho, era seu sangue saindo do corpo, sua pele estava derretendo, começou a chorar desesperado, e se debateu na banheira como um peixe fora d'agua, só fez com que respingasse a agua ácida em seu rosto, fazendo-o queimar também. Tobias gritava de desespero, mas seus pais já estavam na sala de jantar naquela altura, e não o ouviriam. - Hahahaha – Riu uma voz pela sala – Que banho gotoso, não é Toby? - Quem é você? Não é gostoso, me ajude estou queimando! – Gritou o garoto desesperado. - Pois vou te soltar então. Corra até a mamãe e o papai, garoto! – Sussurrou a voz no ouvido da criança, que em seguida, sentiu seu corpo ser liberado. Toby deu um pulo para fora da banheira, seu corpo do pescoço para baixo estava apenas nos músculos, muitas partes corroídas até o osso, sangue escorria de vasos sanguíneos expostos e/ou derretidos, desesperado, saiu cambaleando pelo quarto, chegou até o corredor e foi em direção à sala de jantar. ... Richard e Denny estavam sentados à grande mesa, nela, Raynolds como prometido também estava sentado, ao lado do mordomo Harold, que também recebera o convite de Denny. Não demorou muito para que uma das cozinheiras entrasse na sala com uma bandeja cheia de um salgado que lembrava torta de carne. Ofereceu ao casal primeiro, ambos pegaram três salgadinhos cada, e começaram a comer, fazendo um sinal de aprovação com o dedo indicador para a cozinheira. - Que coisa gostosa! – Falou Richard. - É uma receita que só elas conhecem, minha dama – Disse o mordomo rindo. - Ah... Ié! I logo oces vaum ver o prato principal! – Disse Raynolds . - Cadê a Clarice? Ela não estava no banheiro? – Perguntou Denny. - Na verdade, minha querida dama, ela é parte do nosso jantar. Acho que vocês vão gostar da surpresa que preparamos com ela! – Falou o mordomo, já com um tom mais grosso de voz, quase que com um tom de raiva. - Que legal! Viu Denny? E você brigando comigo que ela estava nos evitando, quando na verdade está ajudando a fazer nosso jantar! – Falou Richard. Para Denise, isso estava muito estranho, a filha nunca havia botado a mãe em uma panela da cozinha. Seus pensamentos foram interrompidos quando vieram as duas cozinheiras, cada uma segurando uma bandeja tampada. Colocaram-nas em cima da mesa, e se distanciaram, esperando que Denise abrisse uma delas. - Eu abro uma, e você abre a outra, pode ser? – Perguntou Richard. - Pode ser, amor... – Respondeu Denise. Então, o casal abriu ao mesmo tempo as bandejas, Denny vomitou na mesma hora ao ver a cabeça de sua filha toda assada dentro, já Richard se levantou e impulsionou seu corpo para trás, pois a bandeja que ele destampou tinha todo o tórax da filha, torrado. - Carne mal passada, ou bem passada? – Perguntou o mordomo para Denny. Não muito depois, a porta da sala de jantar em direção ao hall de entrada da mansão se abriu, e surgiu o corpo todo ensanguentado e desfigurado de Toby. - Mãe! Pai! Me ajudem! – Gritava o garoto correndo em direção ao pai e a mãe. - Filho, o que fizeram com você! – Não parecia uma pergunta, Denise estava triste, enfurecida, preocupada e enojada. Tudo ao mesmo tempo. - O que fizeram com meu filho!? – Agora sim, parecia uma pergunta, mesmo que aos berros desesperados de uma mãe. - Nós não fizemos nada além do nosso trabalho, minha senhor! – Vociferou o mordomo, ainda sentado em sua cadeira, agora cortando um pedaço do tórax da garota para comer. - Ié memo! Quem mata é o vurto das trevas. – Falou o caipira. - O que? Ai meu Deus... – Denise desmaiou para trás. - Denise! Amor! – Vociferou Richard, tentando acordar a sua mulher. - Paaaai... – Gritou em ultimo suspiro Toby, em seguida, caiu no chão, já morto, quase sem sangue em seu corpo. - Toby! – Gritou o homem em desespero, olhou para as cozinheiras, depois para as bandejas em cima da mesa, em seguida pegou uma faca de cima da mesa, e pulou para cima dos dois homens sentados à mesa, que riam sem parar. Richard durante o pulo, foi jogado por alguma coisa para trás. Sentiu que algo ou alguém estava segurando seu pescoço, ele flutuava encostado à parede da sala. - Ora ora... Richard, um dos meus melhores alvos! – Disse uma voz. - Q...Quem é você? – Perguntou o homem sendo enforcado por uma força invisível. - Eu? Seu fiel companheiro, o ilustríssimo Belial! – Falou o vulto, agora, começava a tomar forma de um homem réptil, possuía escamas, era de tonalidade verde, lembrava um lagarto-humano, ou um homem-cobra. Sua língua bifurcada era fina e comprida, o monstro a jogava para fora e passava no rosto do humano. Continuou falando – Alguns dizem que sou um demônio... outros que sou um E.T. ... Mas a minha raça verdadeira é chamada de reptiliana. – Terminou. - O que você quer? Por que fez isso com a minha família? – Perguntou Richard, lágrimas jorravam de seus olhos, seu rosto estava ficando roxo pela falta de ar. - Eu me alimento do seu medo. Sua energia corpórea. Hahaha! – Revelou o monstro, aliviou um pouco o pescoço do homem, e continuou – Na verdade, eu sou qualquer coisa... Eu sou o que você mais tem medo, sou literalmente o seu pesadelo! Hahahaha! – Terminou com uma gargalhada alta. - Mas por que eu? Minha família?! – Perguntou o homem grudado à parede. - Se preocupa com sua família? – O monstro soltou uma gargalhada bem alta, e continuou – Não me faça rir! Traiu sua esposa com a secretária, depois quando ela ameaçou contar seu caso pra sua mulher, você pagou para um drogado chamado Daniel matar a amante! Muito feito, senhor Richard. Mas eu gosto disso. – Terminou dando uma lambida na bochecha do homem. - Você é um justiceiro, então? Ótimo, me mate! Mas deixe pelo menos Denny ir embora! – Suplicou Richard. - Todos aqui tinham seus pecados para pagar, Richard... Mas não, eu não sou um justiceiro... – O monstro o colocou no chão, e terminou – Eu já falei, sou o seu um ser que se alimenta do medo! E você já me alimentou que chega! – O monstro deu um soco no rosto de Richard com tanta força, que prensou a cabeça do pobre marido infiel contra a parede, fazendo-a estourar, e sair sangue e miolos para todos os lados. - Bravo, meu senhor! Bravo! – Aclamava o mordomo para a criatura, que novamente ia mudando de forma, novamente se transformou em apenas um vulto. - Peguem esta mulher e a amarrem em uma cama. Esta vai receber um tratamento especial. Hahahaha. – Belial terminou com uma gargalhada macabra, e sumiu. ... Parte Final – A Voz da Morte Denise abriu os olhos lentamente, viu que estava deitada em uma cama, por segundos, sentiu-se aliviada por achar que tudo foi um sonho na sala de jantar, mas logo notou que estava amarrada na cama. Virou a cabeça e viu que Harold, as cozinheiras e o caipira estavam dentro da sala, ou pelo menos, o que eles eram de verdade. Harold parecia uma barata-homem gigante, tinha antenas, era marrom e possuía algo em suas costas que pareciam realmente asas de barata. O que mais assustava era aqueles olhos que pareciam duas bolas de tênis pretas na face. Piorou quando boca da criatura abriu-se em um sorriso, mostrando dentes afiados. O Caipira Raynolds parecia um rato gigante, também como o mordomo, com traços humanoide. Seus olhos vermelhos lembravam a visão que Denny tinha do "inferno". O rato possuía dois dentes incisivos centrais enormes, pareciam lâminas de espadas. As cozinheiras eram as piores, Denise nunca poderia ter imaginado algo tão horrendo, pareciam duas aranhas de pé com duas pernas peludas cada uma e dois braços igualmente peludos abertos. Tinham no mínimo vinte olhos em cada face, negros e macabros, duas presas enormes saíam de suas bocas. Denise só sabiam de quem se tratavam por estarem vestindo as mesmas roupas de quando ela os conhecera na versão humana. - Ahahahaha – Riu o vulto, logo em frente à mulher – O seu medo é o mais gostoso de todos. Não posso matar você agora, não pelo menos até sugar tudo o que você tem para me dar! – Terminou. - Por que? O que estão fazendo? – Perguntou Denise chorando, com tom de desespero. - Estou me alimentando. Estes aqui são meus companheiros. Fazemos isso a mais de dez mil anos! Ahahahaha - Revelou a voz, continuando – Eu entro na mente das pessoas, me transformo no que elas tem mais medo, e aí arranco toda sua energia e devoro como se fosse um banquete! Agora me diga, Denise, será que seu maior medo é... – O vulto começou a se transformar em uma pessoa que Denise sabia muito bem quem era, seu pai. – Seu pai...? - Belial subiu na cama, e ficou em cima da mulher, como um homem prestes a transar com sua parceira. - Não! Pai! Não! Por favor, não! – Gritava de desespero, mas nada adiantava para Denny, estava amarrada e estava fadada a ver aquilo que tomara forma de seu pai a tirar a roupa, em seguida tirar as calças da mulher também, e a começar a penetra-la. Denise quando era pequena, foi estuprada por seu pai, criara um trauma muito grande, tanto que ao contar para sua mãe, as duas saíram de casa e nunca mais tiveram contato com o pai estuprador de Denny. Mas a verdade, é que até então, ela tinha pesadelos quase todas as noites envolvendo aquele fatídico estupro de menor. Agora com Belial a penetrando como se fosse seu próprio pai, aliás, para Denny, era seu pai, pois o trauma veio à tona, fazendo-a sentir-se aquela criança indefesa novamente. Por vários minutos teve seu corpo violado pela figura de seu pai, até que ela ficou estática, parou de gritar e também de lutar contra aquilo. Ele resolveu descer da cama, e falou: - Não me olhe com essa cara de cachorro morto. Você traiu Richard com seu professor da academia. Sem falar as rapidinhas com alguns dos seus colegas de trabalho. – Disse o monstro. - Vá se foder, seu merda! – Gritou a mulher, ela ainda estava estática, olhando para o teto, parecia que nada mais a estava incomodando, e isso devia-se ao fato do trauma ter sido tão grande, que a deixou em choque. - Finalmente, não há mais nada para sugar de você. Agora, meus fiéis súditos, podem alimentar-se dela! – Falou o homem, retomando sua forma de vulto. Os monstros humanoides voaram para cima da mulher, e começaram e devorar suas entranhas, ela gritava de dor, mas não mais de medo, realmente, não havia mais medo para sentir, agora era apenas um vazio, um "nada" por já ter perdido a família, dignidade, e esperança. Os bichos escrotos comeram-na por completo sobrando apenas uma pilha da ossos, e sangue esparramados pela cama.




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8 lendas urbanas assustadoras que acabaram se tornando reais

Toda sociedade alimenta as suas próprias lendas urbanas. Podemos estar falando de mitos que tomam conta de todo um país ou apenas de pequenas comunidades locais. Seja lá qual o mito que mais te assusta, provavelmente é tomado por fatos místicos e sobrenaturais que nem sempre possuem alguma proximidade com a realidade.
Apesar disso, existem lendas que conseguem ser percebidas no mundo real a partir de fatos inesperados que justificam todo o medo dos mais preocupados. Alguns casos não apresentam uma reprodução fiel das lendas bizarras em suas versões reais, mas ainda assim são preocupantes e assustadores.
Aqui estão algumas lendas urbanas que acaram se tornando reais de maneiras surpreendentes.

1 – Jogos Mortais

Se você já conhece a história do maníaco por trás de dos desafios e armadilhas bizarros nos filmes Jogos Mortais, saiba que ao menos um caso assim já existiu no mundo real. Em agosto de 2003, o entregador de pizza Brian Wells estava perto de terminar seu turno de trabalho quando precisou fazer uma última entrega. Pouco se sabe dos detalhes dos acontecimentos, mas uma hora depois ele estava tentando roubar um banco vestindo um colar de bombas em seu pescoço e portando uma espingarda.
O crime não aconteceu, mas a bomba acabou explodindo e matando o entregador de pizza. Depois disso, as autoridades encontraram uma lista de afazeres que ele deveria cumprir para que os criminosos responsáveis pela instalação da bomba a desativassem. Apesar da morte do entregador, os responsáveis pelo colar e pela lista foram capturados e condenados.

2 – Chamadas do além

Já imaginou receber mensagens e ligações de um familiar para saber que ele estava morto o tempo todo? A família de Charles Peck viveu isso de uma forma assustadora. Em 12 de setembro de 2008, dois trens colidiram na Califórnia, matando 25 pessoas. A família do homem sabia que ele estava a bordo de um dos veículos e acompanhou os noticiários com apreensão, até que começou a receber ligações do celular dele.
Várias pessoas foram contatadas, somando 35 chamadas misteriosas. A partir das ligações, a polícia conseguiu rastrear o celular do homem, que já foi encontrado morto. Até hoje, as ligações continuam sendo um mistério nesse caso.

3 – Elevadores mortais

Existem muitas lendas envolvendo os perigos dos elevadores, e não vamos engar que elas são exageradas demais, principalmente depois de conhecer os 7 piores acidentes com elevadores da história. Ainda que hoje eles sejam menos comuns, em 2003 as portas de um elevador se fecharam sobre o Dr. Hitoshi Nikaidoh e não abriram automaticamente como costumam fazer, por motivos de segurança.
Depois que o homem ficou preso na porta, ele começou a subir e fatiou o seu corpo. Para piorar, a cabeça do homem ficou dentro do elevador, que ficou parado por uma hora com uma outra pessoa dentro. De acordo com os especialistas, a tragédia pode ter sido causada por um problema em um único fio.

4 – Água escura

Quem é fascinado por filmes de terror já está familiarizado com cenas em que torneiras e chuveiros começam a liberar águas escuras e sombrias. Considerando a pureza da água que consumimos, o clima de terror fica ainda mais intenso quando até ela aparece corrompida. NA vida real, algo parecido aconteceu com os hóspedes do hotel Cecil, em Los Angeles (Estados Unidos), se depararam com uma água de origem duvidosa.
Em 2013, os hóspedes do hotel começaram a procurar funcionários para reclamar do gosto estranho da água. Quando foram investigar a causa disso, membros da equipe de manutenção encontraram um corpo em decomposição no fundo de uma caixa d’água. Isso significa que todos do hotel estavam utilizando água contaminada por um cadáver que ficou ali por 19 dias. A mulher foi identificada como Elisa Lam, e você pode conhecer mais de sua história bizarra numa matéria completa.

5 – Homem verde

Existe uma lenda urbana aterrorizante comum no estado da Pensilvânia (Estados Unidos) que diz que um homem verde brilhante passeia pelas estradas durante a noite com a estranha habilidade de desligar sistemas elétricos de carros. Esse poder inesperado teria surgido de forma sobrenatural, mas foi inspirado em uma história real.
Raymond Robinson sofreu danos graves depois de ser vítima de um acidente com eletricidade. A partir daí, ele passou a apresentar um brilho incomum na pele e começou a viver de forma isolada. Para evitar julgamentos, ele se escondia durante o dia e vagava apenas durante a noite, o que acabou transformando sua história numa lenda.

6 – Fazenda de corpos

Algumas lendas dizem que existem regiões rurais repletas de cadáveres não enterrados, expostos ou colocados em carros e depósitos. Por mais que pareça ideia de um filme de terror, é bem real. As regiões de Knoxville, no Tennessee, San Marcos, no Texas, e Cullowhee, na Carolina do Norte (todas nos Estados Unidos) são conhecidas por abrigar fazendas de cadáveres.
A de Knoxville é a mais antiga e elaborada do país, com dois acres e meio de área e cerca de 40 a 50 corpos espalhados pelo local. O cenário pode parecer assustador, mas na verdade é mantido por cientistas que estudam a decomposição dos cadáveres em diferentes ambientes e situações.

7 – Ser observado por um desconhecido

Toda história de assombração começa com alguém que acha que está sendo observado ou visitado por alguma criatura misteriosa desconhecida. Os filmes desenvolvem esses cenários com sons assustadores, objetos desaparecendo e vultos assombrosos. Talvez pareça que isso só existe no cinema, mas em 2008 um homem viveu isso na própria pele.
Depois de perceber os fenômenos em sua casa, ele instalou uma câmera de segurança no local para descobrir que uma moradora de rua estava vivendo em seu porão. Quando ele dormia, a mulher saía para pegar comida e bebida. Existe um vídeo que circula na internet e mostra a mulher pegando leite diretamente da geladeira e utilizando a pia como banheiro. Graças às imagens, a mulher foi presa.

8 – Ser congelado vivo

Milionários excêntricos e entusiastas da ciência ao redor de todo o mundo apostam em pesquisas de criogenia para um possível retorno à vida em décadas ou séculos no futuro. Apesar de teorias considerarem a possibilidade disso, a técnica não apresenta resultados comprovados e pode ser completamente inútil. Mas não foi isso que mostrou o caso de Jean Hilliard.
Em 1981, a jovem de Dakota do Norte (Estados Unidos), foi encontrada congelada a uma temperatura extrema de -22ºC. Mesmo que a mulher fosse dada como morta e apresentasse um corpo tão congelado que não permitia a perfuração de uma agulha, ela acabou acordando normalmente depois que o gelo derreteu.
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7 serial killers piores que Jack, o Estripador

Quando  assunto são serial killers, não podemos negar que sempre acaba despertando uma curiosidade dentro de nós, por mais que seja duro pensar no quanto eles podem ser cruéis e sem escrúpulos. Talvez o mais famoso de todos seja Jack, o estripador, já que sua história foi transformada em livros e até virou filme. Durante muitos anos sua identidade foi um mistério, mas recentemente investigadores descobriram sua real face.
Por mais que ele realmente tenha sido extremamente cruel e ter assassinado suas vítimas de forma brutal, comparado a outros serial killers que já foram registrados na história da humanidade, Jack pode parecer um amador. Pensando nisso, separamos abaixo 7 assassinos que foram muito piores que ele. Confere aí!

1 – O estripador francês – 11 vítimas

Joseph Vacher é conhecido como o estripador francês, e não ultrapassou o famosos Jack apenas em números, mas também em requintes de crueldade, de acordo com informações divulgadas pelo The New York Times, ano ano de 1898. O homem confessou ter cometido estupros, assassinatos, sodomias com pastores e pastoras, dentre tantas outras atrocidades. As autoridades contaram ao todo 11 vítimas, mas estipulavam que o número real de vítimas ultrapassava 27.
No dia do julgamento, tudo pareca um circo. Do lado de fora dos tribunais, pessoas mantinham o grito “morte à Vacher”, enquanto na parte interior, os jornalistas disputavam quem falaria mais sobre os crimes cometidos por ele.
O homem negou insanidade, portanto não poderia ficar isento de seus crimes. Acabou sendo condenado à guilhotina, ainda permitida na época.

2 – O estripador chinês – 11 vítimas

Gao Chengyong, um comerciante chinês de 52 anos foi preso no dia 26 de agosto de agosto de 2016, acusado de assassinar 11 pessoas, dentre elas, meninas e mulheres. O homem era procurado pelas autoridades chinesas há décadas.
Ele agia de forma extremamente brutal. Entre os anos de 1988 e 2002 perseguia mulheres solteiras que vestissem vermelho. Depois de atacá-las, abusava delas, as assassinava e em seguida, ainda fazia questão de arrancar-lhes os seios e as partes genitais. Sua última vítima foi uma garotinha de apenas 8 anos.
O serial killer acabou sendo preso de uma forma bastante peculiar. Um de seus tios foi parar na cadeia, e ao recolherem amostras de sangue dele, perceberam que ele tinha ligação com o assassino, do qual já haviam recolhido amostras de DNA ao longo dos anos. Foi aí que a polícia conseguiu chegar a Gao.

3 – O estripador de Yorkshire (Inglaterra) – 13 vítimas

Peter Sutcliffe atuou na idade da Inglaterra entre os anos de 1975, até ser pego no ano de 1981. Estima-se que ele tenha assassinado 13 mulheres e ferido gravemente outras 7, sendo que uma parte delas eram prostitutas. Para matá-las, ele dava uma martelada na cabeça, em seguida, esfaqueava o corpo com um faca, e até mesmo com chave de fenda.
A polícia teve diversas falhas até conseguir chegar no autor do crime. Por incrível que pareça, Sutcliffe foi entrevistado 9 vezes pela polícia, mas não conseguiram ligá-lo aos assassinatos. Certa vez ele acabou sendo realmente preso, mas por um motivo bem menor.
Depois de investigações, a perícia detectou que o homem escondia facas, martelos e cordas no local em que foi capturado, sendo que também encontraram uma faca no sanitário usado por ele dentro da delegacia.Conseguiram reunir provas o suficiente, e o homem foi finalmente condenado em 1981.

4 – Joel, o estripador – 17 vítimas

Foi no dia 28 de junho de 1993 que um soldado avistou pelas ruas de Nova York um caminhão sem placa. Decidiu então ir atrás do dono para saber do que se tratava, mas quando acelerou seu veículo, o caminhão também acelerou. Uma perseguição teve início, até que o caminhão perdeu o controle e bateu em um poste. Ao abordar o fugitivo, o soldado mal poderia imaginar que havia o corpo de uma jovem de 22 anos apodrecendo no baú do caminhão.
Aquela era a 17ª vítima de Joel, o Estripador. Ele confessou os 17 assassinatos, e disse que sempre contratava prostitutas de Nova York, abusava delas e em seguida, as estrangulava. Sua primeira vítima foi esquartejada com a ajuda de uma faca e teve seus membros espalhados pela cidade. A cabeça da moça estava escondida em um campo de golfe, dentro de uma lata de tinta.
Depois de sua confissão a polícia teve permissão para vasculhar a casa do homem, onde encontraram várias jóias, roupas íntimas femininas e o mais curioso: recortes de jornais com notícias sobre outros serial killers. O homem foi preso e condenado a 203 anos de prisão, sendo que em 2197, poderia ter chances a liberdade condicional, felizmente, não viverá até lá!

5 – O estripador de Balashikha – 19 vítimas

Balashikha é uma cidade na Rússia, onde Sergei Ryakhovsky costumava fazer suas vítimas. O homem era cruel… Costumava estrangular e esfaquear suas vítimas, e em seguida fazer sexo com seus cadáveres. Em seguida as esquartejava, e se concentrava principalmente nos órgãos genitais das vítimas.
Ele afirmava que sua missão na terra era se livrar de homossexuais e prostitutas, porém, a maior parte de suas vítimas eram mulheres idosas. Ele tentou persuadir as autoridades, dizendo que possuía problemas mentais causados por uma infância traumática e pelo sistema soviétio de educação, porém, ninguém comprou a história. Ele foi preso em 1995, condenado à prisão perpétua, mas morreu de tuberculose em 2005.

6 – O estripador de Atlanta – 20 vítimas

Entre 1911 e 1915, cerca de 20 mulheres mais jovens foram encontradas mortas, sendo que seus corpos haviam sido decapitados (ou quase). Uma delas também foi encontrada sem o coração. O caso repercutiu muito na cidade de Atlanta imprensa já divulgava a existência de um novo Jack, o estripador.
Em julho de 1911, uma mulher foi em busca de sua mãe, já que ela não havia chegado em casa ainda e estava bastante atrasada, sem ter ao menos avisado que demoraria. Foi quando deu de cara com um homem que descreveu como alto, negro, de ombros largos e usando um chapéu. Segundo ela, o homem a fez a seguinte pergunta: “Como você se sente esta noite?”, foi logo depois que ela sentiu uma dor profunda e percebeu que havia sido esfaqueado por ele.
Por sorte, conseguiu sobreviver, ao contrário de sua mãe, que foi encontrada morta com a cabeça quase arrancada do corpo. A polícia chegou a prender 6 homens , mas nenhum deles tinha ligação direta com os assassinatos, que até hoje, permanecem sem solução.

7 – O estripador de Rostov (Rússia) – Mais de 52 vítimas

Se fizermos uma simples comparação entre este homem e Jack, poderemos perceber facilmente que Jack poderia ser considerado como um amador. Ele matou 14 meninas, 21 meninos e 17 mulheres entre os anos de 1978 3 1990. O homem matava suas vítimas sob tortura, arrancava seus órgãos genitais e em seguida, fazia uma abertura na barriga.
A primeira vez que o homem teve uma relação sexual, não foi muito bem sucedido e acabou sendo ridicularizado pela adolescente om quem estava, e foi a partir daí que começou a cometer suas atrocidades, e segundo ele, não conseguia ficar sexualmente satisfeito se não estivesse mutilando suas vítimas.
Uma de suas marcas era arrancar por completos os olhos de suas vítimas, ou esfaqueá-los. No dia 14 de fevereiro de 1994, foi executado com uma bala na cabeça.
E então pessoal, o que acharam? Conhecem algum outro serial killer que pode ser considerado mais cruel que Jack, o estripador? Compartilhem aí com a gente, pelos comentários!